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sábado, 28 de maio de 2011

Ficha Avaliativa para Educação Infantil

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Etapas do Desenho - Segunda Fase

A segunda fase é chamada de pré-esquemática.




Etapas do desenho - Primeira Fase

Lowenfeld estabelece três fases para o desenho infantil.
A primeira fase é chamada de Garatuja e subdivide-se em três etapas:



O desenho





O desenho é uma atividade espontânea e como tal, deve-se respeitá-la e considerá-la como a grande obra das crianças. Se a criança tem vontade de desenhar, anime-a sempre que o faça. O ideal seria que todas as crianças pudessem ter, desde cedo, algum contato com o lápis e o papel. Começarão com rabiscos e logo estarão desenhando formas mais reconhecíveis. Quanto mais a criança desenhar, ela se aperfeiçoará, e mais benefícios se notará no seu desenvolvimento. O desenho facilita e faz evoluir a criança na:

1- psicomotricidade fina
2- escrita e a leitura
3- confiança en sí misma
4-exteriorização de suas emoções, sentimentos e sensações
5- comunicação com os demais e consigo mesma
6- criatividade
7- formação da sua personalidade
8- maturidade psicológica

sábado, 21 de maio de 2011

Primeiro dia de aula na Educação Infantil

O primeiro dia de aula na educação infantil é permeado de fortes emoções por todos os lados: professores, pais e crianças.Cada qual vivencia a sua maneira uma ansiedade natural que é controlada pela experiência e pela paixão em ser professor.


Os professores
Sentem a ansiedade: como serão os rostinhos deles? Irão gostar de mim a primeira vista? Será muito difícil conquistá-los? Os pais darão muito trabalho(pode parecer meio louco mas,muitas vezes, temos que consolar mais os pais que as crianças, hehe)






Os Pais

 Bem, aqui vamos encontrar muitas vertentes:


*Uns são tão descolados que mal dão tchau pra criança e já se vão sem olhar pra trás...


*Uns sentem uma dor tão intensa que nem olham mesmo pra não chorar na frente da criança;


*Outros sentem essa mesma dor, mas não conseguem desgrudar do chicletinho deles;


*Outros são tão meigos que consolam os seus e mais alguns;


*E ainda uns tantos, que mesmo não demonstrando, no fundo sentem a mesma dor, ansiedade, afinal, estão deixando por algumas horas, nas mãos de desconhecidos até então, o que tem de mais precioso sobre a Terra; são humanos e precisam de apenas uma palavra segura:” Pode ir, pai/mãe, seu filho ficará bem”.










sexta-feira, 20 de maio de 2011

Crianças e Combinados

Não importa a idade, as regras e os limites fazem parte da sociedade e desde cedo devemos aprender a conviver com as mesmas.
Saber que o seu direito termina onde começa o direito do outro, aprender a lidar com as diferenças e a resolver seus conflitos é uma constante na vida, seja em que etapa dela se vive.
Por isso, as crianças, desde bem pequenas, devem aprender a conviver com os combinados, os limites, pois não há como passar uma vida fazendo tudo como se quer, na hora que se quer, do jeito que se quer, com as pessoas que se quer.
Pelo contrário, existem as engolidas de sapos, que são importantes para o crescimento e amadurecimento de todos. O que seria do mundo se todos tivessem suas vontades feitas, na hora e do jeito que quisessem?
Pensando nisso, tanto a escola como os pais devem ajudar as crianças a aprimorarem suas formas de convivência, tornando-as mais dóceis, amáveis, alegres, seguras e sociáveis.
Muitos pais acreditam que as crianças não podem passar por frustrações, para não crescerem rebeldes, revoltadas. Uma ideia errônea, pois é através de pequenas frustrações do dia a dia que as mesmas conseguem perceber que nem tudo pode ser de acordo com suas vontades, mas que existe um mundo coletivo que deve ser priorizado.
As crianças precisam de limites para se sentir seguras, pois os limites confortam muito mais que o excesso de liberdade. Impor limites é demonstrar amor, atenção e carinho, proteger o sujeito das armadilhas da convivência.
Pode-se falar o que for, mas não existe família que não passe por problemas de brigas e desentendimentos entre crianças. O que não pode acontecer são os pais tomarem partido dos mesmos, para não criar outros tipos de desavenças no meio familiar.
Para isso, é interessante que as regras estejam bem claras para todos, como: emprestar os brinquedos, trocar os brinquedos em determinados momentos, não bater no outro, não xingar, não puxar cabelos, não morder, não gritar, enfim, todas aquelas situações que podem virar um problema. Se for preciso, faça um cartaz com todas essas anotações, com figuras recortadas de revistas (é importante que as crianças participem da pesquisa das imagens), e depois que cada um assine ou carimbe sua mão, mostrando que concordou com as regras e que irá cumpri-las.
Na escola não é diferente. Como o número de crianças é bem maior, os professores devem estabelecer os combinados, norteando os alunos dos seus direitos e deveres. Aliás, na escola, tudo o que for trabalhado deve ser apresentado com antecedência para as crianças, a fim de trabalhar a organização do tempo; hora da chegada, hora da conversa, hora da tarefa, hora de brincar, hora de lanchar, etc., pois assim as mesmas vão se acostumando à rotina escolar, ficando mais propensas a aceitar as regras.
Da mesma forma, o respeito ao outro deve aparecer em cartazes de combinados, também decorados com figuras e assinados por todos. É importante relembrar os combinados quase que diariamente, para não deixar passar em branco qualquer atitude que fuja aos mesmos.
Alguns professores fazem carinhas alegres ou tristes e colocam nos cartazes, avaliando se o comportamento da turma está adequado com as regras estabelecidas. A autoavaliação é muito interessante de ser trabalhada, pois as crianças refletem sobre suas condutas, assim como dos colegas, apontando onde cada um errou e como podem melhorar.
Ao final do dia, deixe que cada um coloque ao lado do seu nome uma carinha (alegre ou triste) indicando como ele próprio avaliou o comportamento do dia. É uma ótima forma de fazê-los perceber os erros e tentar melhorar.
Nunca distribua a carinha por conta própria, como se estivesse punindo a criança. “Eu não gostei do que o fulano fez, então ele vai ganhar uma carinha triste”, afinal, a criança precisa aprender a refletir sobre suas atitudes. Ela própria se aborrece ou se entristece por não conseguir cumprir os combinados e sente que precisa melhorar.



sábado, 14 de maio de 2011

Registro do Grupo de estudos da Ed. Infantil

Encontro da Educação Infantil

1º encontro: Criança e Infância

☺Definição de criança e infância
☺Criança é o sujeito social que possue história e geografia e que é constituidora e produtora de cultura;
☺ Infância é uma representação social presente em diferentes sociedades.
     A infância se dá num amplo espaço de negociação, são espaços de conflitos produzidos nos diferentes grupos sociais. Variedade e diversidade de infância
☺Concepções de infância – sociedade – humanização – concepção pedagógica – projeto político pedagógico – organização – práticas curriculares estão interligadas e não se constrói um projeto político pedagógico sem esses tópicos. A escola deve estar atenta para elaborar um projeto que atenda às especificidades desta clientela.
☺ É preciso aprofundar que crianças são essas, o que elas têm em comum, o que partilham entre si em várias regiões do Brasil e em outros países e o que as distingue umas das outras. É preciso romper com representações hegemônicas. Elas se distinguem umas das outras nos tempos, nos espaços, nas diversas formas de socialização, no tempo de escolarização, nos trabalhos, nos tipos de brincadeiras, nos gostos, nas vestimentas, enfim, nos modos de ser e estar no mundo. Nos acostumamos a pensar nas crianças enquanto alunas e alunos, geralmente em escolas ou espaços educativos formais, ou ainda nas crianças dentro de creches e pré-escolas. Nos acostumamos a pensar em educação como algo institucionalizado e vivido em espaços escolares.
☺O desafio é buscar olhar a criança com os olhos dela; que saberes as crianças têm sobre o mundo e até mesmo sobre nós adultos, saberes que são construídos socialmente e conferem identidades culturais às crianças.
☺Devemos pensar em construir uma cultura própria de infância em conjunto com o adulto e as outras crianças. O que tem prevalecido é uma concepção negativista da infância, onde a criança está ausente nesses processos de produção.
☺ Cada criança é única e possui em jeito de ser e de brincar. É um ser que participa da construção da história e da cultura de seu tempo.
☺Exercício de observação – aguçar o olhar para a cultura da criança. Ver a perspectiva da criança em qualquer situação ( no brincar, na hora do lanche, nas brincadeiras livres...) em uma situação significativa


2º encontro: As culturas da Infância

☺Primeiro momento - reflexão sobre o que é cultura
☺ O conceito de cultura foi elaborado por Edward Tylor a partir da junção do termo germânico Kultur ( que significa os aspectos espirituais de uma comunidade) e a palavra francesa Civilization (que significa as construções materiais de um povo), criou o vocábulo inglês “ Culture”.
☺Kluckhon conseguiu definir a cultura como: modo de vida global de um povo; o legado social que o indivíduo adquire do seu grupo; uma forma de pensar, sentir e acreditar; uma abstração do comportamento; um celeiro de aprendizagem comum...
☺Cultura é o conjunto de rituais, valores, história... Uma cultura não é superior a outra e não se forma sozinha, mas com a união de várias outras culturas. É construção humana, coletiva, social e estamos imersos nessa construção. É o ser humano que produz cultura.
☺O que é repugnante numa cultura, pode ser extremamente normal em outra cultura.
☺A marca da espécie humana é essa diversidade cultural existente nos dias atuais.
☺Segundo momento – culturas da infância
☺As culturas da infância representam um dos temas privilegiados nos estudos da sociologia da infância, campo recente que vem se estruturando a partir da década de 90, em torno de alguns princípios fundamentais, sendo o principal deles a concepção de infância como uma construção social. Seu ponto de partida foi uma tentativa de romper com as visões tradicionais e biologizantes de criança, que a reduzem a um ser em que um dia culminará no ser adulto.
☺Na infância, esta proposição nos remete a uma leitura do que a constitui: os modos de ser, de se relacionar, as suas diferenças, o lugar onde vivem, as coisas que fazem, dentre outras. revelar a criança na sua positividade, como ser ativo, situado no tempo e no espaço, nem cópia nem o oposto do adulto, mas sujeito participante, ator e autor na sua relação consigo mesmo, com os outros e com o mundo.
☺Através das relações com seus pares e com os adultos, constroem, estruturam e sistematizam formas próprias de representação, interpretação e de ação sobre o mundo.
☺A infância e as “cem linguagens” (frases selecionadas do poema)

A criança é feita de cem...

A criança tem cem linguagens

(e depois cem cem cem)

mas roubam-lhe noventa e nove.

A escola e a cultura

lhe separam a cabeça do corpo...

Dizem-lhe enfim:

Que o cem não existe.

A criança diz:

Ao contrário o cem existe.

(Loris Malaguzzi)

☺Demonstrar que a infância persiste em seus modos de ser. O criar, o brincar, o sonhar, o estar com o outro, e tantas outras expressões contínuas das crianças esbarram em muitos ideologismos do adulto: “agora não pode”, “agora não é hora”, “este não é um lugar para isto”, no entanto elas persistem. Ela reage. Ela cria meios para transgredir aquilo que não lhe dá prazer, o que para ela não faz sentido.
“(...) as transgressões criativas, produto e produtora de uma cultura dainfância, rica pela especificidade que é portadora. A cultura da infância nosobriga a rever o absolutismo do pensamento, a intolerância das práticasdiscriminatórias, a considerar as possibilidades de um trânsito entrecompetências e sujeitos diversos, mas, nem por isso, hierarquizáveis edesiguais (...)” (Gusmão, 1999: 52).


3º encontro: Jogos, brinquedos e brincadeiras


☺“Através de uma brincadeira de criança, podemos compreender como ela vê e constrói o mundo- o que ela gostaria que ele fosse, quais suas preocupações e que problemas a estão assediando. Pela brincadeira, ela expressa o que teria dificuldade de colocar em palavras. Nenhuma criança brinca só para passar o tempo, sua escolha é motivada por processos íntimos, desejos, problemas, ansiedades. O que está acontecendo com a mente da criança determina suas atividades lúdicas; brincar é sua linguagem secreta, que devemos respeitar mesmo se não a entendemos". Bruno Bettelheim
☺Brincadeira é processo, sabemos quando ela começa, mas não sabemos quando termina.
☺Sempre se inova e nunca se repete, mesmo a criança brincando igual.
☺Não produz (vale pela brincadeira em si, não resulta) Se dá pelo contagio do sujeito com o sujeito. Como se constrói também se desfaz. Sustenta-se numa linha muito tênue. O que importa é a brincadeira com atitude; não obriga ninguém a brincar.
☺Ela é eletiva, ou seja, a criança pode começar a brincar e sair no meio da brincadeira mesmo que faça falta. Implica num tempo e espaço de qualidade que, atualmente, são reduzidas, desqualificadas dentro da escola. Tempo qualificado para brincar seria um espaço de produção e transformação, um universo que beira o infinito e o quanto este espaço é entregue a criança para ela criar sentido/modificar aquele ambiente, reinventando, revivendo e transformando.
☺É artefato, patrimônio que conta a história da gente, não só algo de pedra e cal ( materialmente falando). É portadora de história que vai transmitindo e construindo novas formas e maneiras de brincar.
☺Brincar se aprende e só existe quando se inventa e está ameaçado de “extinção” devido à realidade do mundo que preconiza um indivíduo que tem por objetivo a “produção”. Cabe à escola ser um círculo de subjetividade: a que se ter na escola dois tempos – aquele chamado para a produção do conteúdo e um tempo para a própria criança.
☺Brincar toca o sagrado – dá vida; dá ânimo; da alegria; surgem idéias geniais...


5º encontro



☺Divisão de equipes para discussão dos temas já apresentados e discutidos anteriormente.


6º encontro

☺Apresentação das discussões feitas no encontro passado de cada equipe. Neste encontro, houve a escolha de representantes do grupo para montagem de um documento sobre o que foi realizado até o momento.



7º encontro: As crianças e suas infâncias- dimensões do trabalho pedagógico



☺Na rotina do dia-a-dia será que vemos as nossas crianças? Qual é o nosso olhar para nossas crianças? Olhares impregnados pelas crenças. Não mudamos nosso olhar, nossas ações pedagógicas. A criança vê o que o adulto não vê.
☺Criança: categoria social e da história; sujeito histórico e cultural; consideramos criança até 10 anos; possuem direitos; semelhanças e diferenças entre crianças em diferentes lugares; específico da infância: poder de imaginação; fantasia; o brincar como expressão de cultura...
☺O que acontece nas escolas, atualmente, é a diminuição dos tempos de brincar. Espaço da brincadeira deve ser respeitado e mantido em todos os momentos – é a forma de saber lidar com a realidade; é a construção de novas histórias no contexto em questão; é o restabelecimento do caráter afetivo, ético, social e político.
☺Significado da escola: faz parte da criação humana; os conhecimentos produzidos; os modos de produção; as desigualdades e as diferenças; espaço coletivo e democrático; lugar de decisões: normas, horários, distribuição de tarefas; estar na escola tem valor estruturante na formação social das pessoas e as crianças podem participar desta organização.
☺A brincadeira como experiência de cultura é: conjunto de práticas, conhecimentos e artefatos construídos e acumulados; é um dos pilares de constituição das culturas da infância; é atividade fundada nas interações sociais e suporte de sociabilidade; é agente de sua experiência social; é forma própria de compreender o mundo físico e social; é o estabelecimento de regras de convivência; é a ampliação da capacidade de lidar com o real; é espaço de aprendizagem, de desenvolvimento e interação entre a fantasia, imaginação e realidade com produção de novas possibilidades de ação e compreensão.
☺A dimensão lúdica é um importante aspecto do processo de constituição dos conhecimentos, permitindo a decisão, a escolha, às descobertas, as associações, as perguntas e as soluções por parte das crianças. É no diálogo vivo com os pares, com os professores, com a comunidade que as crianças se apropriam criticamente de novos conhecimentos e de novas formas de ler o mundo (reinterpretação do mundo).
☺A arte não existe de modo independente da cultura, forma da ação do homem sobre o mundo; possibilidade de expressão.
☺O tempo entendido na intensidade de sua duração: os ritmos das crianças, as atividades, tempo cronológico e psicológico, o coletivo e individual.
☺O espaço é apoio aos momentos das crianças, autonomia, modos de interação, aprendizagem, possibilidades de ação com objetos diferentes (livros, brinquedos), diálogo.
☺A linguagem verbal é o principal instrumento de comunicação entre as crianças que vai inseri-la neste mundo letrado. Valorizar as conversas na rodinha, nas brincadeiras, na quadra, na contação de histórias.



8º encontro



☺ Divisão de equipes para análise dos aspectos considerados na organização do currículo da Educação Infantil. Registro das discussões feitas em equipe e apresentação.



1- O cuidado e a educação das crianças como tarefas indissociáveis – deve contemplar dois aspectos: cuidar e educar. Essas tarefas não são só de responsabilidade do professor mas de todos os profissionais da escola.



2- A organização do tempo/espaço na Educação Infantil – organizado em função das necessidades da criança visando o desenvolvimento em diversos aspectos. Atenção para os momentos livres.



3- Proposta de trabalho: oralidade (conversas informais, rodinha, recados, histórias, dramatizações, teatro, música, parlendas, cirandas, brincadeiras, leitura de imagens...); escrita (nome, nome dos colegas, do professor, rótulos, reescrita, diferentes gêneros textuais, poesia, produção de texto coletiva...); experiência estética (desenhos, pintura, modelagem, recorte, colagem, dobradura...) matemática (jogos, situações cotidianas, contagem, conceitos matemáticos, mercado, feira...); jogos simbólicos ( brincadeiras dirigidas e livres ); movimento ( músicas e não ficar restrito às aulas de Edu. Física); processo avaliativo ( relatórios, observação, portifólio...)





Educação Infantil



Desde 1996 com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96), a educação infantil passou a integrar a Educação Básica, juntamente com o ensino fundamental e o ensino médio. Segundo a LDB em seu artigo 29:
"A educação infantil, primeira etapa da educação básica tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade."
De acordo com a Lei, a Educação Infantil deve ser oferecida em creches para as crianças de 0 a 3 anos, e em pré-escolas para as crianças de 4 e 5anos. Porém ela não é obrigatória. Dessa forma, a implantação de Centros de Educação Infantil é facultativa, e de responsabilidade dos municípios.
Diferente dos demais níveis da educação, a Educação Infantil não tem currículo formal. Desde 1998 segue o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, um documento equivalente aos Parâmetros Curriculares Nacionais que embasa os demais segmentos da educação Básica.



Dicas para quem trabalha ou irá trabalhar na Educação Infantil


Muito interessante as dicas abaixo.
Espero que gostem!

1- GOSTAR DE CRIANÇAS, é imprescindível que o profissional goste de crianças , afinal nesta fase elas exigem paciência e amor a todo momento. Pressupõe-se que quem gosta de crianças, goste também de trabalhar com elas. O trabalho com pequenos requer disposição, carinho, responsabilidade e uma energia imensa proviniente somente de quem gosta do que faz.

2- AGILIDADE é uma característica de peso considerável, pois a criança corre, pula, caí, levanta, descarrega energia e se envolve em situações repentinas de risco, onde a agilidade do profissional pode evitar acidentes graves com os pequenos.

3- BOM PREPARO FÍSICO, nesta fase a maioria das brincadeiras são realizadas no chão, em rodas de conversa ou em círculos programados para as atividades, para tanto o profissional necessita de boa disposição física para sentar, levantar, pular, engatinhar, enfim participar de todas as atividades que propõe à criança. Além do que, os pequenos adoram presenciar adultos executando as mesmas atividades que eles.

4- SER ÉTICO, assuntos relacionados à instituição e suas famílias devem ser preservados. Nesta fase é comum crianças comentarem intimidades das famílias - estes casos ajudam os profissionais a conhecerem a realidade de vida da criança - e também alguém da família procurar apoio , confiando seus problemas a pessoas que trabalham na Instituição. Todavia, estes fatos somente poderão ser comentados em casos extremos- a pessoas especializadas ( Pedagogos, Psicopedagogos, Psicólogos e Assistentes Sociais) e com a aprovação da Equipe dirigente da Instituição. Tratar aos colegas com respeito e cordialidade, evitando brincadeiras desnecessárias e abusivas, afinal a criança observa o professor e o imita a todo momento.

5- SABER OUVIR OS RELATOS INFANTIS, nestes momentos o profissional poderá detectar possíveis problemas de várias naturezas, pelos quais a criança poderá estar passando - ou até mesmo sobre sua personalidade.

6- SER FIRME E AMÁVEL AO MESMO TEMPO, a criança testa o adulto a todo instante e quandopercebe que está vencendo, se torna indiscilplinada e resistente às regras de convivência. Porém, a amabilidade deve ser cultivada, assim a criança se sentirá segura, afinal está em um ambiente onde todos são estranhos a ela. Então, caberá ao educador conciliar ambos aspectos, ponderando suas atitudes e conscientizando a criança sobre seus deveres, sempre que necessário.

7- RECEBER BEM OS PEQUENOS E SEUS FAMILIARES, os pais precisam se sentir seguros em relação ao local e às pessoas em que estão confiando seus filhos. Portanto, o profissional deve recebê-los sempre com cordialidade, esclarecendo suas dúvidas, tranquilizando-os em seus anseios, se disponibilzando a atendê-los quando necessitarem e utilizando estratégias que motivem a criança a gostar de ir para a instituição.

8- SER CRIATIVO, o planejamento pedagógico deverá nortear o trabalho do educador, todavia, poderá ser alterado sempre que a atividade proposta não estiver despertando o interesse da turma, para isso o profissional deverá ser criativo e tornar a atividade em questão mais prazerosa ou até mesmo lançar mão de outra atividade. Elaborar um plano de aula focado em situações cotidianas das crianças ou da Instituição, encontrando ou criando músicas, histórias, jogos, atividades e brincadeiras que enfatizem o tema do planejamento é uma ótima estratégia para um trabalho diversificado.

9- QUERER APRENDER, a todo momento surgem fatos inesperados quando o assunto é criança, e nem sempre o profissinal está preparado para resolver tudo o que acontecer, portanto, deverá ter humildade para pedir ajuda e querer aprender com os mais experientes.

10- UTILIZAR ROUPAS ADEQUADAS, caso a instituição não adote uniforme, o ideal é camiseta e calça de malha ou jeans - mais largo - para não prejudicar o desempenho das atividades, e tênis ou sandálias rasteirinhas. Roupas decotadas, saias, sandálias de salto, roupas apertadas, transparentes, miniblusas ou tomara que caia devem ser evitados, pois além de inibir o trabalho do profissional, desperta a atenção de pais, colabores, profissionais e demais pessoas envolvidas no processo.

11- NÃO DEIXAR AS CRIANÇAS SOZINHAS, ter consciência de que as crianças não podem ficar sozinhas em nenhum momento, caso tenha necessidade de se ausentar do espaço onde se encontra com a turma, peça a uma criança que chame outro profissional para assumir seu lugar temporariamente. Um segundo sozinhas, os pequenos cometem atitudes inesperadas.

12- JAMAIS DÊ AS COSTAS ÀS CRIANÇAS, ao falar com alguém na porta da sala - ou em qualquer outro espaço - jamais dê as costas às crianças, em fração de segundos acontecem muitos problemas sem que o educador esteja vendo.

13- TRABALHAR SEU TOM DE VOZ, não falar em tom áspero, irônico e volume alto - assim a criança só compreenderá suas solicitações quando as mesmas forem feitas com gritos. O ideal é manter um tom baixo e calmo, todavia caso haja necessidade de uma alteração, que não haja grito e sua mudança na tonalidade da voz..

14- GOSTAR DE MÚSICA, nesta fase a musicalização é muito utilizada. O profissional deverá gostar, conhecer e querer aprender mais e mais músicas, de preferência acompanhadas de gestos que ajudam muito no desenvolvimento infantil.

15- SABER CONTAR HISTÓRIAS, sim pois contar histórias não é ler o livro - é contar com emoção, despertando a curisidade e a imaginação da criança.

16- CONHECER AS ÁREAS DO CONHECIMENTO A SEREM TRABALHADAS: Racíocinio lógico matemático, Linguagem oral e escrita, Psicomotricidade, Áreas Perceptivas, Conhecimento Social, Áreas de expressão artística e cultural, Valores Humanos,Religiosidade, Consciência Ecológica e Conhecimento físico - elaborando seu plano de aula enfatizando todas as áreas.

17- LER E EXECUTAR A PROPOSTA PEDAGÓGICA E O REGIMENTO DA INSTITUÇÃO, assim o trabalho do profissional terá embasamento teórico e sustentabilidade pedagógica.

18- SABER ELABORAR PROJETOS DE AÇÃO PEDAGÓGICA envolvendo temas atuais, o trabalho com projetos facilita o trabalho do educador, porém, estes projetos devem ser executados com criatividade envolvendo temas de interesse das crianças e ao mesmo tempo objetivando uma conscientização sobre o tema proposto. Os projetos devem ser constantemente avaliados, caso contrário, não terão significado ao processo educacional.

19- DECORAR E REDECORAR O AMBIENTE SEMPRE QUE NECESSÁRIO, os olhos da criança se cansam com facilidade de determinadas decorações, para evitar esta situação, o ideal é utilizar cores claras, tons pastéis e desenhos acompanhados de paisagens, passarinhos, vales, árvores e flores, pois acalmam os pequenos.

20- RESERVAR UM ESPAÇO NA SALA PARA EXPOSIÇÃO DAS PRODUÇÕES DAS CRIANÇAS e convidar os demais profissionais da Instituição, bem como os familiares dos pequenos, para visitarem a exposição de trabalhos delas. Pode-se colocar um nome na exposição e um pseudônimo para o autor da obra. Expor trabalhos nos corredores de entrada da Instituição - de forma criativa, sempre identificados e relatando os objetivos- também apresenta bons resultados.





sexta-feira, 13 de maio de 2011

O primeiro dia de aula na Educação Infantil

O primeiro dia de aula na educação infantil é permeado de fortes emoções por todos os lados: professores, pais e crianças.Cada qual vivencia a sua maneira uma ansiedade natural que é controlada pela experiência e pela paixão em ser professor.

Os professores
Sentem a ansiedade: como serão os rostinhos deles? Irão gostar de mim a primeira vista? Será muito difícil conquistá-los? Os pais darão muito trabalho(pode parecer meio louco mas,muitas vezes, temos que consolar mais os pais do que as crianças (he he!!)

Os Pais.
Bem, aqui vamos encontrar muitas vertentes:

*Uns são tão descolados que mal dão tchau pra criança e já se vão sem olhar pra trás...

*Uns sentem uma dor tão intensa que nem olham mesmo pra não chorar na frente da criança;

*Outros sentem essa mesma dor, mas não conseguem desgrudar do chicletinho deles;

*Outros são tão meigos que consolam os seus e mais alguns;

*E ainda uns tantos, que mesmo não demonstrando, no fundo sentem a mesma dor, ansiedade, afinal, estão deixando por algumas horas, nas mãos de desconhecidos até então, o que tem de mais precioso sobre a Terra; são humanos e precisam de apenas uma palavra segura:” Pode ir, pai/mãe, seu filho ficará bem”.



As crianças
Um mundo inteirinho de ansiedade: há os que não viam a hora de estar ali, e aqueles que não queriam mesmo estar...ufa!
E ai? O que fazer?Muita calma nesta hora! Pais, professores e toda comunidade escolar precisam estar bem preparados para este momento. É um dia importante, todos querem saber como será, e se todos se unirem e confiarem uns nos outros será mesmo lindo!



sábado, 9 de abril de 2011

Características das crianças de 0 a 6 anos

A Criança de 0 a 6 anos


Acreditamos que uma base teórica que lhes proporcionem a compreensão de como ocorre o desenvolvimento da criança de 0 a 6 anos em seus aspectos cognitivo, afetivo e social poderá oferecer-lhes subsídios para que possam relacionar nesses princípios à maneira como atuar nas classes ajudando nossas crianças a tornarem-se cristãos mais conscientes, autônomos, críticos, criativos e felizes.
A criança, ao nascer, não traz hereditariamente formas prontas de conhecimento que evoluíram através dos anos com a maturação. Tampouco, podemos considerar a criança uma “massa amorfa” que vai saindo modelada aos poucos pela influência e reforços do mundo ao seu redor.
A criança constrói os seus conhecimentos interagindo com o mundo em que vive e que seu pensamento cresce partindo de ações e não de palavras. O conhecimento não pode ser dado às crianças. Ele tem de ser descoberto e reconstruído através das suas atividades. As crianças aprendem melhor partindo de experiências concretas.
Por natureza, as crianças estão continuamente em atividade. Elas têm de descobrir e dar sentido ao seu mundo. Quando elas estão fazendo isto, elas refazem as estruturas mentais que permitem tratar de informações cada vez mais complexas.
Este refazer de estruturas mentais torna possível a genuína aprendizagem – aprendizagem que é estável e duradoura. Quando essas estruturas, que são necessárias, não estão presentes, a aprendizagem é superficial.


A Criança de 0 a 2 anos

Ao nascer, a conduta da criança é determinada hereditariamente. Ela desenvolve os reflexos inatos, como, por exemplo o de sugar, por meios de exercícios funcionais, que são exercícios de repetição de seus atos. Na interação com os objetos e pessoas, a criança vai assimilando suas próprias reações aos estímulos que recebe.

A partir dessas repetições e, conseqüentemente, assimilações, a criança vai construindo aos poucos uma lógica de ação. Por meio da ação, a criança de refere aos acontecimentos, recorda-os e pode produzi-los.

O universo que inicialmente estava centrado no corpo da criança e em sua ação, vai sendo descentrado de tal forma que ela acaba por situar-se como alguém num universo maior, num universo de objetos permanentes.



A Criança de 2 a 7 anos

A criança, neste período, reconstrói conceitualmente tudo o que, desde o seu nascimento, constituiu como ação.

Os esquemas sensórios-motores já não são os únicos instrumentos de aprendizagem e desenvolvimento. A criança possui a capacidade de representação verbal e de pensamento.

A criança agora é capaz de interagir com o objeto, mesmo ausente, criando significantes que o representam como desenhos, gestos, palavras ou outros objetos.

A capacidade de representação da criança se manifesta de diferentes formas: a imitação, a brincadeira de faz-de-conta, o desenho, a imagem mental e a linguagem.

A linguagem escrita também surge neste período, que além de fazer parte do sistema de representação, começa a ser objeto de interesse da criança.

Nesta fase a criança amplia muito, sua capacidade lingüística, com o uso de verbos simples, adjetivos e advérbios de tempo e de lugar. Enquanto as crianças mais novas falam para si mesmas ainda que estejam juntas com outras crianças, as mais velhas já são capazes de estabelecer trocas verbais com seus pares e os adultos.

Conhecer como as crianças se desenvolvem e aprendem, com certeza, vai nos auxiliar na escolha das melhores estratégias para uma educação cristã mais afetiva e compromissada com a construção de um ser humano mais feliz.

Vejamos agora a descrição das características do crescimento e desenvolvimento da criança, bem como algumas breves orientações de acordo com cada idade.

Vale lembrar que este quadro representa uma síntese de diversos estudos na área do desenvolvimento infantil e que por isto não pode ser considerado completo e definitivo.



O Desenvolvimento da Criança: de 12 aos 18 meses

Características do crescimento e desenvolvimento

Orientação
● Crescimento geral menos acelerado, maior e melhor coordenação muscular.

● Mostra interesse por toda espécie de atividade.

● Usa da imitação.

● Compreende o significado das palavras.

● Maior capacidade de contato social.

● Capaz de distinguir sons repetidos e rítmicos.

● Tem rudimentar noção de espaço.

● Não dispõe ainda da compreensão de causas e conseqüências.

● É egocêntrica.

● Pegando, apalpando, ela está descobrindo o tamanho, a forma e a mobilidade de tudo no seu mundo.

● Repetir rotinas, horários; mesmo lugar para os jogos e atividades.

● Deixá-la com outras crianças.

● Proporcionar oportunidades para ouvir músicas.

● Guarda “com” ela os seus brinquedos e roupas.

● Não repreender se a criança não compreendeu o que não pode fazer.

● Compreender que a criança considera ainda seus brinquedos como parte dela e os defende como tais.


O Desenvolvimento da Criança: de 2 e 3 anos

Características do crescimento e desenvolvimento

Orientação

● Melhor coordenação motora, tanto para flexão como para extensão. Controle do polegar.

● Maior progresso na linguagem.

● Interdependência das atividades mentais e motoras.

● Aprende, ainda, principalmente por imitação.

● Maior desenvolvimento da inteligência e poder de dedução.

● Memória mais desenvolvida.

● Negativismo acentuado.

● Habilidade maior para expressar emoções.

● Capaz de dramatizar (3 anos).

● Observação de detalhes.

● Atenção mais desenvolvida.

● A criança necessita de espaço para correr e pular. Deixar ao seu alcance tesoura sem ponta.

● Conversar normalmente com a criança. Não imitar a fala infantil.

● Oferecer espaços para o faz-de-conta.

● Ter paciência, pois é uma condição normal do crescimento. Evitar as oportunidades de alternativas: pôr o assunto em termos definidos, falar clara e simplesmente com ela.

● Dar oportunidades de dramatizar.

● Solicitar que descreva gravuras.


O Desenvolvimento da Criança: de 4 e 5 anos



Características do crescimento e desenvolvimento

Orientação

● Melhor coordenação dos músculos grandes. Pequenos músculos das mãos mais desenvolvidos.

● Capacidade para concentrar a atenção durante 15 – 20 minutos, aos 4 anos.

● Imaginação muito fértil.

● Tem senso de iniciativa; percebe que pode planejar, ter e executar idéias.

● Afetuosa – Curiosa.

● É capaz de concentrar a atenção por períodos mais longos, 20 – 40 minutos, a partir dos 5 anos.

● É mais seguro de si mesma, tem capacidade de autocrítica.

● Aparece o interesse pelo mundo fora do lar.

● Oferecer brinquedos para que possa exercitar seus sentidos e músculos.

● Contar histórias, ora reais ora fictícios, para que ela aprenda as diferenças.

● Responder sempre as perguntas.

● Ajudar a aceitar os limites necessários.

● Dar oportunidade para compartilhar experiências com a família.



O Desenvolvimento da Criança: de 6 e 7 anos

Características do crescimento e desenvolvimento

Orientação

● Maior amadurecimento neuromuscular.

● Vocabulário até 2.500 palavras.

● Faz perguntas sobre tudo que a rodeia.

● Tem iniciativa.

● Distingue melhor a realidade da fantasia.

● Curiosidade sexual mais acentuada.

● Período de transição entre individualismo e participação em grupos maiores.

● Mostra algum grau de pensamento abstrato.

● Aumenta o poder de concentração da atenção.

● Conhece e usa palavras descritivas e de ação.

● Maior capacidade de compreender, discutir e enfrentar situações emocionais.

● Dar tempo para completar as tarefas.

● Dar oportunidades para usar a iniciativa, deixando-a agir por si mesma.

● Encorajar a criança a tomar posse em grupos, mas não forçar.

● Contar e fazer contar histórias.

● Evitar chamar atenção, procurar colocar a criança à vontade. Evitar discussões.


O Desenvolvimento da Criança: de 8 e 9 anos


Características do crescimento e desenvolvimento

Orientação

● Aumento da coordenação dos pequenos músculos, apresenta maior habilidade manual.

● Demonstra maior habilidade em distinguir fatos de ficção.

● Direito da propriedade bem definido.

● Está desenvolvendo pensamento lógico.

● Maior habilidade em exprimir suas idéias, em definir seus problemas.

● Maior capacidade em aceitar críticas e em avaliar a si própria.

● Tem interesse em pertencer a grupo.

● Apresenta independência em relação à família.

● Oferecer trabalhos manuais e brinquedos / brincadeiras mais elaboradas.

● Proporcionar leituras selecionadas de acordo com as preferências e capacidades.

● Deve cuidar de objetos pessoais e do grupo.

● Orientar em generalizações, após várias evidências terem se apresentado.

● Estabelecer clima que permita à criança concordar e discordar.

● Orientar na apreciação do valor do outro, assim como no da própria criança.

● Estimular a aprendizagem de práticas sociais.


O Desenvolvimento da Criança: de 10, 11 e 12 anos



Características do crescimento e desenvolvimento

Orientação

● Bom controle de grandes e pequenos músculos, apresenta aumento acentuado da força manual.

● Coordenação visual e motora quase igual à do adulto.

● Aprecia medir força física e habilidade com os outros.

● Apresenta maior habilidade em generalizar e em pensamento crítico.

● Interesse em explorar e experimentar.

● Está apta a planejar com antecedência.

● Pronta a assumir maiores responsabilidades.

● Capaz de definir e compreender palavras abstratas.

● Capacidade para generalizações mais rápidas, segue mais facilmente argumentos lógicos.

● Maior sociabilidade.

● Nova visão do mundo, mostrando maturidade progressiva.

● Possibilitar recreação variada.

● Orientar quanto à competição.

● Procurar desenvolver atitude científica: fato X opinião.

● Dar oportunidade para organizar atividades / eventos.

● Orientar para estabelecer seus próprios objetivos e avaliar seu crescimento e sucesso.

● Conversar, discutir suas opiniões, trocando idéias e sugestões.

● Incentivar o diálogo com os colegas e outras pessoas.

● Orientá-la e apoiá-la em suas iniciativas, deixando-a assumir suas responsabilidades.



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ambiente adequado e acolhedor na Educação Infantil

A sala de aula de Educação Infantil deve ser ampla e pode ser montada em um único ambiente ou em dois os três ambientes, por exemplo.

Deve ser reservado um espaço para a “rodinha”, onde são realizadas atividades do cotidiano como: chamada; calendário; contação de histórias; canto de músicas e outras.



A sala poderá conter os “cantinhos”: o cantinho da leitura, de matemática, das ciências, de historia e geografia, de artes, da psicomotricidade, da dramatização, por exemplo.

O cantinho da Leitura, incluindo livros de história de papel, de tecido, de plástico, e outros materiais; revistas em quadrinhos, por exemplo, e livros confeccionados pelos próprios alunos.

O cantinho de Matemática, incluindo jogos relativos à disciplina, como, por exemplo: Dominós; baralho; jogo da memória; ábacos; cuisinaire; material dourado; numerais em lixa e outros que poderão ser adquiridos ou confeccionados pelo próprio professor e pelos alunos. Poderá ser montado um minimercado com estantes incluindo embalagens vazias de produtos e uma “caixa registradora”.

O cantinho das Ciências, que poderá incluir livros referentes à disciplina; experiências realizadas pelos alunos como o plantio do feijão; um terrário; um aquário; por exemplo.

O cantinho de História e Geografia, que poderá incluir materiais como um quebra-cabeças do mapa do município onde os alunos residem e outro do Brasil; confeccionados pelo professor e pelos alunos, no caso do 3º Período, e uma maquete dos Planetas da Galáxia, incluindo o Planeta em que vivemos A Terra, utilizando bolas de isopor de tamanhos diversos para representarem os planetas.

O cantinho de Artes, incluindo, materiais necessários para os alunos realizarem atividades de artes, como, por exemplo: tinta guache, pintura a dedo, anilina dissolvida no álcool, massa de modelar, revistas para recorte, tesouras, cola, folhas brancas para desenho, lápis de cor, giz de cera, hidrocor e outros.

O cantinho da Psicomotricidade, que poderá conter materiais como tênis (de madeira) com cadarço para o aluno aprender a amarrar, telaios (material montessoriano) com botões, colchete, velcron ( para as crianças aprenderem a utilizá-los), tabuleiro de areia, materiais e jogos de encaixe, de “enfiagem”, como, por exemplo, ( para enfiar os macarrões ou contas no barbante para trabalhar a motricidade refinada das crianças).

O cantinho da Dramatização, que poderá incluir um espelho afixado de acordo com o tamanho das crianças, trajes dentro de um baú como, por exemplo, fantasias, acessórios como chapéus de mágico, de palhaço, enfim de diversos tipos, cachecóis, echarpes, bijouterias, estojo de maquiagem e outros. Poderá ser construído um pequeno tablado de madeira, onde as crianças poderão apresentar as dramatizações.

O mobiliário deverá ser adequado ao tamanho das crianças: mesas, cadeiras, estantes, gaveteiro (para guardar o material pessoal dos alunos: escova de dentes, creme dental, pente ou escova, avental e outros), cavalete de pintura e outros.

Os murais da sala podem ser confeccionados com materiais como cortiça, no estilo flanelógrafo, utilizando tecido próprio, onde deverão ser expostos os trabalhos dos alunos: pesquisas, exercícios, atividades de artes e outros.

Quadro de giz afixado de acordo com tamanho dos alunos.

Todo material que for afixado na parede, como por exemplo: murais, quadros de chamada de giz, linhas do tempo, janelinhas do tempo, cartazes, e outros deverão ser colocados de acordo com o tamanho dos alunos para que estes possam visualizar.

As paredes da sala devem ser de cores claras, pois além de clarear o ambiente, “passam” tranqüilidade às crianças.

É fundamental que haja um cantinho reservado para colocar colchõezinhos, caso alguma criança adormeça, pois nessa fase algumas ainda dormem durante o dia. É necessário também o travesseirinho e uma manta ou edredon para os dias mais frios.

Concluindo, a sala de aula de Educação Infantil deve ser clara, arejada e deve conter “estímulos” apropriados ao desenvolvimento integral da criança.

Enfeites para a sala!!!

Na tentativa de criar um ambiente familiar para a meninada, muitas escolas de Educação Infantil optam por enfeitar as paredes com personagens de desenho animado e cenas de contos de fadas. A iniciativa, por mais bem intencionada que seja não dá às crianças a chance de interagir com o espaço e pode acabar reforçando estereótipos. A escola que faz uma decoração com imagens desse tipo acaba mostrando aos pequenos que não quer que eles marquem o ambiente em que trabalha com produções próprias.

Além disso, os personagens escolhidos nem sempre são familiares a todos. Muitos desenhos representam mais a visão que o adulto tem dos interesses infantis do que o universo em que a meninada vive.

Em vez de pendurar em murais e varais exclusivamente as produções dos adultos, é mais interessante usá-los como espaço de reversibilidade, capaz de abrigar diferentes produções dos pequenos ao longo do ano, de acordo com o plano de trabalho desenvolvido pelo professor.

Com isso, eles se vêem naquele espaço se identificam com o ambiente e podem perceber e comentar as semelhanças e diferenças entre seus trabalhos e os dos colegas.

Ao participar do local em que passam boa parte do dia, os alunos entendem que a escola se interessa pelo aprendizado e valoriza o esforço de cada um. É uma ótima maneira de dar aos pequenos um ambiente familiar, em que se sintam, de fato, acolhidos e prestigiados.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Dicas para criar o gosto pela leitura

         A coisa mais simples e também a mais importante que os adultos podem fazer para ajudar as crianças na fase da Pré ou Alfabetização, a criarem o hábito de buscarem o conhecimento do qual elas irão precisar, para serem bem sucedidas na vida pessoal e profissional, é simplesmente ler alto para elas, começando com isto desde cedo.

        A habilidade para ler e entender o que está escrito capacita as crianças a serem auto suficientes, a serem melhores estudantes, mais confiantes, levando-as desse modo às melhores oportunidades na vida profissional e a uma vida mais divertida, tranquila e agradável.
         Veja a seguir, pequenas coisas que os Pais, Avós, Professores e outros parentes dispostos a ajudar, podem fazer para auxiliar as crianças a aprenderem e a criar gosto pela leitura.

1- Leia em Voz Alta, para seu filho diariamente. Do nascimento até os seis meses, ele provávelmente não vai entender nada do que você está lendo, mas tudo bem assim mesmo.

2- A idéia é que ele fique familiarizado com o som de sua voz e se acostume a ver e a tocar em Livros.

3- Para começar, use Livros Ilustrados sem textos ou com bem poucas palavras. Aponte para as cores e figuras e diga seus nomes. Livros simples podem ensinar a criança coisas que mais tarde vão ajudá-la a aprender a ler.

4- Por exemplo, ela aprenderá sobre a estrutura da linguagem - que existem espaços entre as palavras e que a escrita vai da esquerda para a direita.

5- Conte Histórias. Encoraje sua criança a fazer perguntas e a falar sobre a história que acabou de ouvir. Pergunte-lhe se pode adivinhar o que vai acontecer em seguida conforme for contando a história, com os personagens ou coisas da trama. Aponte para as coisas no livro que ela possa associar com o seu dia a dia. "Veja este desenho de macaco. Você lembra do macaco que vimos no Circo?"

6-Procure por Programas de Leitura. Se você não for um bom leitor, programas voluntários ou governamentais, na sua comunidade ou cidade, voltados para o desenvolvimento da leitura, lhe darão a oportunidade de melhorar sua própria leitura ou então ler para seu filho. Amigos e parentes podem também ler para seu filho, e também pessoas voluntárias que na maioria dos centros comunitários ou outras instituições estão disponíveis e gostam de fazer isso.

7-Compre um Dicionário Infantil. Procure por um que tenha figuras ao lado das palavras. Então começe a desenvolver o hábito de brincando com a criança, provocá-la dizendo frases tais como: "Vamos descobrir o que isto significa?"

8-Faça com que Materiais de Escrever, tais como lápis, giz de cera, lápis coloridos, canetas, etc, estejam sempre disponíveis e a vista de todos.

9-Procure assistir programas Educativos na TV e Vídeo. Programas infantis onde a criança possa se divertir, aprender o alfabeto e os sons de cada letra.

10-Visite com frequencia uma Biblioteca. Começe fazendo visitas semanais à biblioteca ou livraria quando seu filho for ainda muito pequeno. Se possível cuide para que ele tenha seu próprio cartão de acesso e empréstimo de livros. Muitas bibliotecas permitem que crianças tenham seus próprios cartões personalizados com seu nome impresso, caso ela queira, exigindo apenas que um adulto seja o responsável e assine por ela.

11-Leia você mesmo. O que você faz serve de exemplo para o seu filho.



A criança e autoestima

                Um processo autônomo, como o gesto de andar, depois correr, ou aprender a pegar, segurar alguma coisa, nada disso requer inteligência, uma vez que são processos involuntários, do mesmo modo que o são, o olhar, o sentir cheiro, o escutar sem direito a escolha. Já sabemos pegar nas coisas, de berço, e com o tempo, apenas vamos aperfeiçoando a técnica, depois aprendemos a dar nomes aos objetos que estamos segurando. E para nada disso é requerida a inteligência, pois trata-se de um mero gesto de repetição, imitação, assim como o faz um papagaio, que é capaz de imitar sons, mesmo sem saber o que significam.
              Criatividade não significa estar apto a repetir, a imitar, a decorar pantomimas para depois praticá-las como se fossem habilidades. Podemos ter ideias, mas isso na verdade reflete apenas uma diferente forma de se ver algo já existente. Nesse caso, uma ideia anterior, segue modificada, com aparência de nova, assim como nosso comportamento, que se parece coisa nova, quando na verdade, apenas o veículo que é nosso corpo é novo, não os hábitos.
              A insatisfação e satisfação, opostos de um mesmo estado, é a causa e efeito de toda ação humana. É o que determina o que devemos ou não desejar, procurar obter, evitar, criar nossos objetivos de vida. Também, a partir destes dois pontos, que são pontos equidistantes de uma mesma coisa, isto é, a busca por satisfação, todas as personalidades humanas são criadas.
                E disso também resulta a maioria dos estados emocionais do homem. Tristezas e alegrias, melancolia e euforia, medo e coragem, falta de confiança e confiança em si mesmo. Também os motivos que causam cada um destes estados nos indivíduos, estão associados ao desejo de obter satisfação. Isso significa ser aceito, bem sucedido, bonito, capaz, idolatrado, desejado, ter poder.
                        Compreender porque desejamos sempre mais que nossas necessidades, liberta a mente da sede de poder. Assim, ainda na infância, as frustrações dos adultos, educadores involuntários das crianças, devem ser contidas diante destas. Uma frustração adulta, quando exortada diante de uma criança, sinaliza para a mesma, que aquele comportamento é natural, que deve ser imitado. E embora intelectualmente a mesma ainda seja incapaz de compreender o que está acontecendo, os efeitos emocionais, tais como ansiedade, inquietação, intolerância e irritabilidade, estes são de compreensão imediata.
                      Confiança em si mesmo, é quando conseguimos enfrentar nossos próprios medos. É o sentir-se capaz de superar obstáculos que se apresentam como grandes problemas. Isso se consegue quando se têm auto-motivação, que é um sentimento de certeza interior. Certeza de que os problemas podem ser superados, nunca pode existir no medroso, onde lhe falta a confiança em si mesmo. Essa qualidade não é inata, mas produto de aprendizado, com as pessoas que estão à nossa volta.
                          Uma criança que apenas aprendeu a ouvir lamentações, expressões de mágoas e ressentimentos, jamais terá forças para enfrentar seus dilemas pessoais. Terá sua motivação desviada para expressar os estados de apatia, frustrações, coisa própria daqueles que fazem do seu viver uma central para lamentações, que insistem em cultivar mágoas e ressentimentos.
                            Sentir-se-á incapaz de realizar qualquer coisa, inseguro por não se achar apto para nada, sequer para pensar com clareza, e acabará por repetir as lamentações que lhe serviram de lastro no passado. Desse modo, como a auto-piedade se torna seu mestre psicológico, não terá forças para reagir diante de problemas, e procurará para sempre, depender daqueles que resolvam tais coisas para si.
                           Do mesmo modo, quando se exige de uma criança a perfeição, acabamos por criar um individuo isolado do mundo, demasiado critico, medroso de ser repreendido, que mais se preocupará com a opinião alheia, do que com sua própria felicidade. Terá medo até dos próprios pensamentos, embora, na maioria dos casos, jamais descubra a causa de agir dessa forma.
                            Mostrar desde cedo, com gentileza, sem exigências de perfeição, que os problemas são questões que podem ser resolvidas, desde que encarados de frente, com coragem, determinação e conhecimento, ajudará a criança a preparar o seu emocional para tais situações. De que adianta mostramos para elas apenas o resultado emocional de um problema, através de nossas expressões de raiva, de angústia? Isso apenas servirá para que se tornem ansiosas, sem uma causa aparente, diante de qualquer situação, mesmo de uma surpresa, ou alegria, ou uma simples espera por qualquer coisa.
                            Do mesmo modo, fazê-las compreender que os erros, longe de ser demonstrações de fraqueza ou imperfeições, servem como guias para os acertos, capacitará todas elas para serem mais tolerantes, mais flexíveis em seus julgamentos e expectativas, diante de qualquer coisa.
                             E, finalmente, devemos nos lembrar de repreender uma falha com orientação, e um acerto com incentivo. Lembrando que na orientação, a paciência será fundamental para que ela apreenda o que está sendo dito.                    
                           Do mesmo modo, um acerto não se incentiva com prendas ou elogios fáceis, mais com encorajamento, com apreciação verdadeira, com demonstração clara, inequívoca, de que aquilo tem algum valor.






sábado, 19 de dezembro de 2009

Considerações sobre Educação Infantil



Considerando o fato de que a Educação Infantil tem uma função pedagógica, fica claro que ela deve possuir diretrizes e formas de trabalho concretas que favoreçam o desenvolvimento infantil, levando em conta os aspectos relacionados:

* os conhecimentos que a criança traz de seu meio sócio-cultural;
* as características próprias da fase que está vivendo (cognitiva, linguística, sócio-afetiva e psicomotora);
* os conehcimentos socialmente disponíveis na sociedade, como a Língua Portuguesa, a Matemática, as Ciências Sociais e Naturais;

Os conteúdos do currículo deverão se desenvolvidos de forma integrada, tendo como fio condutor um "tema gerador de atividades", para assim evitar a fragmentação do trabalho.